domingo, 11 de julho de 2010

Poema no ônibus

Estava num evento em Porto Alegre e pegamos um ônibus e numa das janelas me deparei com este poema, achei muito bom.















Odor Eloquente

Ah! Enfim!
Hora de ir pra casa
Abraçar os filhos
Beijar a mulher
Comer a janta
Deitar na cama

Abraçar a cama
Beijar os filhos
Comer a mulher
Deitar na janta

Desisto, ô moça do meu lado
Eu me rendo
Desça com esse pãozinho fresco
Está me enlouquecendo!

De Ruana Maíra Schneider
Projeto Poemas no Ônibus - 17ª edição

Conheça o concurso _ Inscrições abertas

domingo, 2 de maio de 2010

Dú e Vida



Participei neste final de semana do XXIII Congresso do Distrito Videiras de Jovens Luteranos em Caxias do Sul.
Aproximadamente 80 jovens estiveram por lá e participaram das atividades, incluindo uma palestra deveras interessante sobre o tema: O jovem e as drogas com o Rev. Fernando Garske.
Foi muito interessante este congresso, pois pude desfrutá-lo ao lado do meu irmão Arthur que estava tendo o seu primeiro contato com este mundo novo e a parte da sua rotina.
Jovens vindos de várias cidades, que largam suas casas, atividades e famílias por um final-de-semana pra se reunir com outras pessoas que professam a mesma fé e querem juntos louvar e agradecer a Deus por isso.
Nessas oportunidades muitas coisas acontecem, muitas gafes, balões, casais se formam e amigos pra todas vida, mas o mais especial e rico é ver a graça de Deus se manifestando de forma tão singela.
Pois bem, que venham outros e mais outros congressos...


O Senhor te abençoe e te guarde.
O Senhor faça resplancer o seu rosto sobre ti tenha misericórdia de ti.
O Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.
Amém

Pra encerrar fica uma amostrinha do que pudemos assistir neste congresso:
Fiquem com Dú e Vida


sábado, 26 de dezembro de 2009

Pensei

Pensei que com o passar dos dias ia ficar mais fácil.
Os dias passaram e não ficou mais fácil, ao contrário, tudo a cada dia parece mais difícil.
Uma vida consciente é quase impossível.
Me divido em estar no piloto automático ou tentando uma lucidez que não me cabe mais.
Me torturo pensando no que fiz comigo, com o meu caminho e com os que me amam.
Algo dentro de mim foi arrancado, roído, despedaçado, o pior é que não sei o que é ao certo e nem como repor.
Fico assim, vivo assim, esse ser quase inerte, fingindo!
Minha vida agora é fingir.
Fingir que vivo.
Fingir que amo.
Fingir que tenho esperança.
Fingir que tenho apego.
Fingir que gosto.
Fingir que sou gente.
Fingir, fingir, fingir!
Foi isso que me tornei?
Uma fingidora, sem o saber como fazer!
Nem sei se nisso sou boa. Tenho sempre a impressão que nem pro extremo ruim eu consigo fazer bem.
Sei que me tornei uma pessoa em constante agonia.
Sem entender, sem saber.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ocorreu-me

Meu passado é igual senha bancária: pessoal e intransferível.

sábado, 28 de novembro de 2009

Serei eu um gremilin?



Sabem aquele bichinho do filme clássico da sessão da tarde, os bichinhos invadiam uma cidadezinha e aumentavam quando em contato com água, senão me engano.
Pois então, as vezes acho, aliás, tenho certeza que sou uma espécie de bicho estranho e raro, que as pessoas preferem ter a distância, pois a simples presença as ameaça, sentem-se coagidas, como se eu lhes fosse fazer algum mal.
Sinto-me assim, principalmente na presença da minha grande e nada normal família, por mais que eu dê, que eu me esforce, nunca serei a pessoa que eles gostariam que eu fosse.
Tentei muito me adequar aos padrões aceitos por eles, nunca cheguei a lugar nenhum com isso, pois eles não precisam de um ser pensante ao lado deles, precisam de um fantoche, o qual possam manipular como bem entenderem.
E esse privilégio, vou dever a eles pelo resto da minha vida, pois o único que me governa é Deus.
A família é algo importante de nós, nos mostra nossa genética e tudo que se passou até termos a oportunidade de chegarmos a Terra, mas isso não significa que devemos a eles subserviência, que devemos concordar com todas as porcarias que eles fazem, sou uma pessoa crítica e verdadeira, que não admite demagogia. Se você me diz algo, o mínimo que pode fazer é agir de acordo com o que diz, do contrário tuas palavras de nada me servem.
Agradeço a Deus por esse zoológico que chamo de família, pois com eles aprendi como conviver com o mundo lá fora.
Mas quanto mais os conheço mais valorizo meus amigos, pois sei que eles são a família que Deus me permitiu escolher.

E o gremilin nessa bagaça toda?
A resposta é que eu me sinto em família como um Gremilin, ou seja, algo incomodo, que se as pessoas pudessem escolher entre ter ou não, escolheriam não ter.
Nessas ocasiões eu sempre reflito, deveria eu mudar e me adaptar a massa? Ou continuar esse ser estranho que ninguém sabe como lidar, aliás, eles sabem sim, eles tentam me ignorar, mas os coitados nem percebem que isso é pior.

Qual a solução pra isso?
Por ora, é amá-los, compreendê-los e aproveitar o melhor deles.
Assim que possível, mudar para um lugar, longe o bastante que não seja preciso se envolver nas fofocas e problemas familiares e perto o bastante pra não sentir saudades.

Portanto, aprenda com a vida, com as pessoas, com tudo meu car@, aproveite teus dias nessa Terra pra aprender algo. Principalmente com as dificuldades, afinal é essa a finalidade delas. Ainda me resta otimismo!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O sono de um anjo


Quando ela dorme, como dorme a estrêla,
nos vapôres da tímida alvorada,
e a sua doce fronte extasiada,
mais perfeita que um lírio, e tão singela,

tão serena, tão lúcida, tão bela,
como dos anjos a cabeça amada,
repousa na cambraia perfumada,
eu velo absorto o casto sono dela.

E rogo a Deus, enquanto a estrêla brilha,
Deus que protege a planta e a flor obscura,
e nos indicado futuro a trilha,

Deus, por quem tôda a criação se humilha,
que tenha pena dessa criatura,
dêsse botão de flor -- que é minha filha.

Luís Guimarães Júnior
(Extraído do livro Língua Pátria de 1964 organizado por Maximiano A. Gonçalves)


Minha mãe voltou hoje da escola com esse livro e me 'presenteou' com esta linda poesia, fiquei felicíssima, foi um gesto tão simples e de uma beleza sem igual. Era tudo que eu precisava para encerrar meu dia, um dia que foi tão intenso, recheado de emoções fortes e muita tosse (estou com brônquite!), no fim da noite recebo um carinho destes, dessa mãe que é tão única e especial. Obrigada Deus por TUDO que tens me dado, inclusive as provações, pois é através delas que consigo evoluir.



domingo, 6 de setembro de 2009

Localização do Ponto G

Estava eu bem bela e faceira na madrugada deste sábado pra domingo, com a TV ligada e vadiando na internê, conversando com o Ximia, lendo uns 'bróg's', fuçando na vida alheia via orkut e me atualizando sobre minha linda amiga Bruna Moreira, que por uma baita injustiça não foi eleita Rainha da Festa Uva. Sim eu estava fazendo todas essas coisas ao mesmo tempo, afinal eu sou mulher e consigo despender atenção a mais de um assunto por vez. :P
Na TV passou um filme bom chamado Um bom ano e depois veio o Altas Horas, uma das entrevistadas foi a Maitê Proença, licença pra declarar minha profunda admiração por esta mulher, além de ser linda ela é super inteligente e escreve com uma maestria singular, recomendo Uma Vida Inventada.
*2 parágrafos de introdução pra contextualizar o tema do texto que escrevo! Quanto prolixidade.*
Graças a uma frase que a Maitê citou, agora finalmente descobri onde fica esse tão famoso Ponto G:

“As mulheres gostam que lhes digam palavras de amor. O ponto G está nos ouvidos. Inútil procurá-lo em outro lugar.”

É uma baita verdade! Qualquer mulher fica toda molinha com um elogio sincero, um galanteio, uma palavra de carinho no meio de uma tarde enfadonha de terça-feira.
É afrodisíaco! Mais que gengibre. ;)
Não sei se os homens não tem a real noção do valor de um galanteio ou só são economicos em seu uso.
Uma palavra bem colocada e bem dita abre portas, serei mais sincera, se muito bem dita, com verdade e carinho, abre pernas também.
Não há como resistir um homem que tenha um bom papo, que elogie sem ser piegas, que não tem medo de falar o que sente, que se esforça em agradar com o que diz, que demonstra carinho, amor e tesão por meio das palavras.
Impossível não ficar arrepiada com uma voz masculina falando algo ao pé do ouvido.

Outro motivo que me fez refletir sobre o ponto G foi o fato de ter recebido uma carta, sim, eu disse uma carta, aquelas escritas a mão numa folha de caderno, é algo antigo e de uma beleza singular.
*O que dizia a carta?
Isso é pessoal, só interessa a destinatária e ao remetente, mas posso dizer que eram palavras de carinho, tinha elogio, dica de livro e muita vontade de materializar o que até agora tem sido virtual. Tinha também um desenho de uma flor.
*Que reação a carta provocou?
Me deixou hiper, mega, ultra feliz, tive sintomas físicos também, estou até agora tremula e há borboletas no meu estômago!

Pra mim a palavra escrita pode sim ter o mesmo efeito da palavra falada, pois eu visualizo a cena, quase consigo sentir o calor de seu hálito roçando meu pescoço e a sensação de calor percorrendo todo meu corpo!
Em dias de internet e longas conversas via msn até a imaginação teve que se adaptar!

Então fica a dica para meninos e meninas, escrevam sobre seus sentimentos, escrevam tanto para enviar ou apenas pra registrar. Você pode achar meio estranho no começo, depois só piora, mas os psicólogos adoram, na pior das hipóteses procure um e mostre seus escritos, suas palavras dirão muito sobre você.
Meninos lembrem: falem para as meninas as coisas boas que vocês gostam nelas, não escondam seus sentimentos, pois a maioria de nós meninas não temos bola de cristal e também adoramos ouvir vocês falarem.

Acho que conseguirei dormir depois deste texto.
Outra função da palavra, você joga no 'papel' aquelas palavras que estavam se aboletando dentro do peito, ocupando espaço e o deixando mais pesado.

A paz de Cristo esteja conosco!