sábado, 7 de agosto de 2010

Estar só


Fazia muito tempo que não tinha a oportunidade de ficar tantas horas apenas comigo mesma.
Vida em família é isso, sempre tem alguém por perto, as vezes perto demais, nem dormindo estamos a sós.
Como faz falta a solidão.
Uma solidão voluntária e apreciada.
Solidão que se vai no momento em que se junta as mãos e se faz uma oração.
Ou num abraço terno de de alguém que se ama e que chega.
O estar a sós dá oportunidades, que o estar com outros nos tira.
A solidão nos dá foco para desenvolver algum trabalho e prestar atenção.
Estar a sós nos permite pensar em nós, nos presentear com pequenos mimos.
Permite estarmos livres de julgamentos, opiniões.
Bom, estou só, mas estou feliz e tranquila.

Ouvi uma vez: "Solidão não É estar só, mas não SABER ficar só."

domingo, 11 de julho de 2010

Organizei e não enlouqueci

Meus pais completaram 25 anos de casados dia 6 de julho e hoje, dia 11 de julho, fizemos um almoço para comemorar.
Não tinhamos planos de fazer festa, mas a idéia começou com um churrasco em casa e uma benção do Pastor Sergio na igreja e evoluiu até um almoço num restaurante com direito a cerimonial e troca de alianças.
Contamos com a presença de 80 pessoas, entre familiares e amigos.

A decoração ficou por minha conta.
Os arranjos de mesas foram inspirados por este:

Fiz alumas adaptações, usei três tipos de copos, e a flor escolhida foi a Astromélia e invés de feijão carioca eu usei semente de trigo (tem significado de prosperidade).

No teto foram colocados arranjs de balões: - 4 transparentes com estrelas e no meio um prata, com fitilho prata.

Coloquei cartazes com fotos de antes de se conhecerem, do namoro, em família e com os filhos.

Para a lembrancinha, fiz dois modelos com imã.

E escrevi um texto, o qual foi extremamente difícil ler pra todo mundo, já estava super emocionada com o cerimonial e quando comecei a ler emoção a flor da pele. Segue o texto.


Bodas de Prata de Leonilda e Sergio Froes

Data do Casamento: 6 de Julho de 1985
Hoje dia 11 de Julho de 2010 nos reunimos aqui para celebrar os 25 anos de união deste casal, por acaso meus pais, pois eles são muito importantes para nós e sei que eles têm lugar em vossos corações.
Eu e o Arthur gostaríamos de agradecer em primeiro lugar a Deus, pois sem Ele temos a plena certeza que não estaríamos aqui hoje juntos. Foi a Deus que pudemos confiar nossas angústias, os nossos problemas e a Ele dedicamos nossas conquistas como família.
Agradecemos a presença de todos que se dispuseram a estar conosco hoje, e também aqueles que não puderam, mas admiram este casal e principalmente a todos que oram por nós.
Um agradecimento especial é para nossa amada avó, dona Diva, a qual sempre que possível acompanhou a trajetória dos meus pais e quando pode sempre nos ajudou com conselhos, abrigo, carinhos e doces.
Também queremos agradecer a todos os familiares e amigos que tornaram possível a realização desta comemoração. Assim como o Pastor Adolfo, que acompanhou nossa trajetória e o Pastor Sergio, por sua dedicação e disposição que tem demonstrado por nossa família.

Finalizados os agradecimentos, falemos do casal Leonilda e Sergio, motivo pelo qual estamos reunidos.
Tenho uma história pra lhes contar, não se trata de um conto de fadas, pois não há cavalos brancos, sapatinhos de cristal e nem bruxa má. Mas se trata da história de um amor possível.
Tanto meu pai quanto minha mãe vem de famílias numerosas, são dos filhos mais velhos, de família humilde e moravam no interior, perto da onde Judas perdeu as meias...
Eles se viram pela primeira vez em um baile, a mãe jura que não lembra depois se reencontraram na cidade, o pai abordou a mãe na saída da escola.
Começaram a namorar, e duas coisas marcantes desta fase é o dia em que o Sr. Sergio foi apresentado aos Minusso, dizem que ele teve uma grande dor de barriga neste dia e a outra é o famoso corcel azul, que a mãe teve que empurrar várias vezes.
Quando casaram a mãe tinha 17 anos e o pai 21, foram morar na linha São João com meus avós paternos.
Algum tempo depois resolveram se mudar pro Mato Grosso e trabalhar em fazenda de soja, a mãe viajou grávida e aos 9 dias do mês de janeiro de 1988 eu – Jéssica - nasci, após 7 horas de trabalho de parto, na Cidade de Primavera do Leste.
Vivemos no Mato Grosso até 1993 e nos mudamos pra Vitória das Missões, e lá ficamos um ano.
E em 1994 nos mudamos para Bento Gonçalves, num dos invernos mais rigorosos de todos os tempos. A adaptação foi muito difícil, mas eles trabalharam duro. Aos poucos os outros irmãos Minusso vieram pra gringolândia e já não estávamos mais sozinhos.
Dividimos por um tempo uma casa com o Chico e sua família, foi um período de bênçãos, pois precisávamos uns dos outros e neste tempo podemos fortalecer nossos laços.
A descoberta da lesão no coração da minha mãe foi um grande impacto, mas ela continuou vivendo normalmente. Até que em 1998 fomos presenteados com a notícia que ela esta estava grávida. Houve o temor de o coração dela não agüentar bater por dois, mas com o apoio dos familiares e a benção de Deus, ela pode levar até o fim.
E aos 8 dias do mês de janeiro de 1999, nasceu Arthur Samuel Froes, as 14h de parto cesariano. Foi meu presente de 11 anos.
A partir daí houveram algumas conquistas materiais, assim como perdas. E com o passar dos anos fomos nos unindo e tentando permanecer assim.
E a prova de fogo foi a cirurgia cardíaca que a mãe foi submetida em 2008, este evento mexeu com todos nós, pois ali tivemos o risco eminente da perda desse maravilhoso ser que é a minha mãe. Mas com o apoio de uma ótima equipe médica, tanto de Bento como de Caxias - como a Geórgia, que segurou a mão da mãe e com muita paciência e amor, lhe deu todo apoio, e com a graça divina ela conseguiu passar por mais essa provação.
Muito importantes foram os amigos que se mostraram verdadeiros irmãos, e um exemplo é a Ivone, que pode estar conosco neste período difícil e que continua presente em nossas vidas. Assim como a família que demonstrou seu amor e apoio nesta situação. Pois nestas horas de dificuldades é onde vemos a importância de ter uma família unida.
Já tivemos problemas de malária (ou seja, malas na área) lá em casa, mas hoje percebo que foram experiências que de certa forma fortaleceram o relacionamento.
Com essa pequena trajetória podemos perceber que nem tudo foram flores no caminho que a Nida e o Sergio percorreram, mas sim foi uma caminhada de crescimento.
Meus pais formam um belo casal e com muita luta construíram uma família, não podemos dizer que parecemos família de margarina, mas somos uma família que se ama e se suporta, no sentido de dar suporte um ao outro.
E eu percebo que eles são muito melhores juntos, do que sós!

E por isso que temos como lema o versículo:
“Tudo posso Naquele que me fortalece.” De Filipensses 4.13

Poema no ônibus

Estava num evento em Porto Alegre e pegamos um ônibus e numa das janelas me deparei com este poema, achei muito bom.















Odor Eloquente

Ah! Enfim!
Hora de ir pra casa
Abraçar os filhos
Beijar a mulher
Comer a janta
Deitar na cama

Abraçar a cama
Beijar os filhos
Comer a mulher
Deitar na janta

Desisto, ô moça do meu lado
Eu me rendo
Desça com esse pãozinho fresco
Está me enlouquecendo!

De Ruana Maíra Schneider
Projeto Poemas no Ônibus - 17ª edição

Conheça o concurso _ Inscrições abertas

domingo, 2 de maio de 2010

Dú e Vida



Participei neste final de semana do XXIII Congresso do Distrito Videiras de Jovens Luteranos em Caxias do Sul.
Aproximadamente 80 jovens estiveram por lá e participaram das atividades, incluindo uma palestra deveras interessante sobre o tema: O jovem e as drogas com o Rev. Fernando Garske.
Foi muito interessante este congresso, pois pude desfrutá-lo ao lado do meu irmão Arthur que estava tendo o seu primeiro contato com este mundo novo e a parte da sua rotina.
Jovens vindos de várias cidades, que largam suas casas, atividades e famílias por um final-de-semana pra se reunir com outras pessoas que professam a mesma fé e querem juntos louvar e agradecer a Deus por isso.
Nessas oportunidades muitas coisas acontecem, muitas gafes, balões, casais se formam e amigos pra todas vida, mas o mais especial e rico é ver a graça de Deus se manifestando de forma tão singela.
Pois bem, que venham outros e mais outros congressos...


O Senhor te abençoe e te guarde.
O Senhor faça resplancer o seu rosto sobre ti tenha misericórdia de ti.
O Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz.
Amém

Pra encerrar fica uma amostrinha do que pudemos assistir neste congresso:
Fiquem com Dú e Vida


sábado, 26 de dezembro de 2009

Pensei

Pensei que com o passar dos dias ia ficar mais fácil.
Os dias passaram e não ficou mais fácil, ao contrário, tudo a cada dia parece mais difícil.
Uma vida consciente é quase impossível.
Me divido em estar no piloto automático ou tentando uma lucidez que não me cabe mais.
Me torturo pensando no que fiz comigo, com o meu caminho e com os que me amam.
Algo dentro de mim foi arrancado, roído, despedaçado, o pior é que não sei o que é ao certo e nem como repor.
Fico assim, vivo assim, esse ser quase inerte, fingindo!
Minha vida agora é fingir.
Fingir que vivo.
Fingir que amo.
Fingir que tenho esperança.
Fingir que tenho apego.
Fingir que gosto.
Fingir que sou gente.
Fingir, fingir, fingir!
Foi isso que me tornei?
Uma fingidora, sem o saber como fazer!
Nem sei se nisso sou boa. Tenho sempre a impressão que nem pro extremo ruim eu consigo fazer bem.
Sei que me tornei uma pessoa em constante agonia.
Sem entender, sem saber.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Ocorreu-me

Meu passado é igual senha bancária: pessoal e intransferível.

sábado, 28 de novembro de 2009

Serei eu um gremilin?



Sabem aquele bichinho do filme clássico da sessão da tarde, os bichinhos invadiam uma cidadezinha e aumentavam quando em contato com água, senão me engano.
Pois então, as vezes acho, aliás, tenho certeza que sou uma espécie de bicho estranho e raro, que as pessoas preferem ter a distância, pois a simples presença as ameaça, sentem-se coagidas, como se eu lhes fosse fazer algum mal.
Sinto-me assim, principalmente na presença da minha grande e nada normal família, por mais que eu dê, que eu me esforce, nunca serei a pessoa que eles gostariam que eu fosse.
Tentei muito me adequar aos padrões aceitos por eles, nunca cheguei a lugar nenhum com isso, pois eles não precisam de um ser pensante ao lado deles, precisam de um fantoche, o qual possam manipular como bem entenderem.
E esse privilégio, vou dever a eles pelo resto da minha vida, pois o único que me governa é Deus.
A família é algo importante de nós, nos mostra nossa genética e tudo que se passou até termos a oportunidade de chegarmos a Terra, mas isso não significa que devemos a eles subserviência, que devemos concordar com todas as porcarias que eles fazem, sou uma pessoa crítica e verdadeira, que não admite demagogia. Se você me diz algo, o mínimo que pode fazer é agir de acordo com o que diz, do contrário tuas palavras de nada me servem.
Agradeço a Deus por esse zoológico que chamo de família, pois com eles aprendi como conviver com o mundo lá fora.
Mas quanto mais os conheço mais valorizo meus amigos, pois sei que eles são a família que Deus me permitiu escolher.

E o gremilin nessa bagaça toda?
A resposta é que eu me sinto em família como um Gremilin, ou seja, algo incomodo, que se as pessoas pudessem escolher entre ter ou não, escolheriam não ter.
Nessas ocasiões eu sempre reflito, deveria eu mudar e me adaptar a massa? Ou continuar esse ser estranho que ninguém sabe como lidar, aliás, eles sabem sim, eles tentam me ignorar, mas os coitados nem percebem que isso é pior.

Qual a solução pra isso?
Por ora, é amá-los, compreendê-los e aproveitar o melhor deles.
Assim que possível, mudar para um lugar, longe o bastante que não seja preciso se envolver nas fofocas e problemas familiares e perto o bastante pra não sentir saudades.

Portanto, aprenda com a vida, com as pessoas, com tudo meu car@, aproveite teus dias nessa Terra pra aprender algo. Principalmente com as dificuldades, afinal é essa a finalidade delas. Ainda me resta otimismo!